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Cachecol RG

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Estandarte

A nossa faixa...

13.4.06

Convívio Red Boys / VIII Exército

















Como Sempre as Red Girls não podiam faltar...

Entrevista

Joana Teixeira - fundadora das Red Girls


Joana Teixeira, membro do núcleo feminino Red Girls,


"O desporto rei não é um desporto só para homens"Joana Teixeira pertence à administração da claque bracarense Red Boys. Ela fundou, em 1994, o núcleo feminino da claque, as Red Girls, composto por todas as raparigas que nessa altura acompanhavam os Red Boys aos jogos.

Jornalista: Qual a razão do aparecimento das Red Girls?

Joana Teixeira: Como fazia parte dos Red Boys há muito tempo, a direcção convidou-me para formar um núcleo feminino. Não hesitei. Sentíamos vontade de nos afirmar no meio deles e acho que um núcleo feminino dentro duma claque é muito importante, tanto pela "beleza" que dá à claque como até para apaziguar as críticas, pois com meninas lá no meio até os sócios do clube começaram a ver a claque com outros olhos!

J.: Sentiram algum tipo de dificuldade?

J. T.: Sim. A dificuldade maior era a nível financeiro, pois com o passar do tempo havia vontade e necessidade de começar a ter material feminino, mas sem a ajuda dos Red Boys não era possível. Acontece que os Red Boys nessa altura pouco ou quase nenhum dinheiro tinham e o que havia era em primeiro lugar para investir em deslocações e material para eles. Foi aí que eu me decidi a pintar à mão a primeira faixa das "Girls" e passado talvez uns 3 anitos tivemos uma "sweat".

J.: Quantas mulheres eram no início?

J. T.: Nos primeiros tempos penso que não devemos ter passado de 50 raparigas. Neste momento há perto de 160 Red Girls inscritas, embora infelizmente não apareçam todas nos jogos.

J.: O número de membros tem tendência para aumentar?

J.T.: Não tem parado de crescer e, nestes últimos 2/3 anos, tem sido fantástico o crescimento desta claque e consequentemente do nosso núcleo. Mesmo nos jogos fora, nos anos 90, muitas foram as vezes que eu era a única rapariga nas deslocações, mas com muito orgulho, hoje, posso dizer que a média de raparigas nos jogos fora deve andar à volta de 10.

J.: Comporem-se como claque autónoma é uma possibilidade futura?

J.T.: Penso que não. No ano passado, em tom de brincadeira, chegámos a dizer aos rapazes que iríamos abrir uma sede feminina mesmo ao lado da deles, mas isso não passou de uma brincadeira, pois tenho consciência que sozinhas as coisas seriam bem mais difíceis e a nossa intenção não é separarmo-nos.

J.: Como caracterizas o papel feminino nas claques de futebol, actualmente?

J.T.: Sem dúvida que faz muita falta e é importante, pois, como já disse atrás, a presença feminina, além de "embelezar" as claques, mostra que o desporto-rei não é um desporto só para homens e, hoje em dia, cada vez mais as mulheres gostam e vão à bola, e a todas as que gostam de puxar e vibrar mais com a equipa eu aconselho a juntarem-se a uma claque pois as emoções são vividas muito mais intensamente e têm oportunidade de apoiar a equipa de uma forma diferente com cânticos, coreografias e com deslocações em conjunto.

J.: Gostarias de acrescentar mais alguma informação?

J.T.: Sim. Quero dar os parabéns à actual direcção dos Red Boys pelo excelente trabalho que tem feito e pela ajuda que dão ao núcleo feminino. O nosso presidente, Jó Mané, é, sem dúvida, o melhor líder que já tivemos e, sinceramente não vejo sucessor que esteja à altura dele, por isso espero que continue na presidência por muito tempo.

Jornalista: Marta Ferreira